Em Retrospectiva

Pode-se dizer que 2008 foi um ano realmente casamenteiro. No entanto, para além da quantidade, o que o destacou verdadeiramente foi a espectacularidade de qualquer um dos casamentos que fotografei.

Curiosamente (ou não), a minha percepção de “espectacular” nem sempre se conforma com os padrões de quem vive o momento… muitas vezes dou por mim em puro extase a olhar para uma janela:

… a deslumbrar-me com um dos piores pesadelos em dia de casamento (o tempo):

… embora, neste caso até tenha resultado pela positiva, pois os noivos estiveram nas nuvens (literalmente!):

ou simplesmente a tentar apanhar a minha sombra (think happy thoughts)…

o que supostamente deveria deprimir-me, pois em fotografia, “sombras” é sinónimo de luz a acabar (ou a começar, mas não se aplicou neste caso):

Mesmo assim, com pouca luz ou enquanto os convidados se deliciam com o seu Maigret de Pato, lá fora, com a devida distância, apanham-se pérolas como estas:

E depois claro… embora o meu mote seja passar despercebido, há sempre aquelas alturas em que, não obstante da acção principal, eu sou inevitavelmente o centro das atenções. No caso abaixo, toda a gente se perguntava “que raio estará o fotógrafo a fazer colado àqueles doidos?!”

(se calhar estava mesmo perto demais…)

No final, são as danças que revelam a personalidade do casal. E é nestes casos em que uma fotografia vale, de facto, mil palavras.

Dos céus de Coruche (o mítico “casamento do balão”, como por diversas vezes foi apelidado) ao cenário etéreo do Deserto de Marrakech, cada casamento teve momentos que o tornaram único. Depois, há aqueles que simplesmente ficam na memória pela cumplicidade partilhada ao longo do dia (e mais!), ou pelas peripécias que marcaram a data, mais do que pelo casamento em si (para estes, terão de ler as aventuras com o Luís Rolo).

Mal posso esperar pela altura de resumir 2009. Espero que seja tão preenchido como 2008.

Ao olhar para a agenda, posso dizer que sim, mas não quero agourar, por isso esperemos pelo momento certo… :)